
Que Deus não me ouça, mas quando dá tudo muito certo na vida, a chance dessa vida perfeita tornar-se monótona é grande (já ouço o coro de uma minoria: invejosa, mal amada!!). E, antes que o coro aumente, não estou desejando uma vida recheada de acontecimentos ruins, mas, sim, de acontecimentos inusitados que, na maioria das vezes, nos levam a questionar planos e comportamentos que aparentemente são perfeitos.
Então, a minoria que me desculpe, mas sofrer o impacto de variáveis que influenciam e mudam os nossos planos perfeitos tem também seu lado positivo. Saímos da zona de conforto, e passamos a enxergar, de forma diferente, padrões e comportamentos que nos são apresentados como normais.
Tentei ter uma vida linear, mas meus esforços foram em vão. Ao invés de fixar raízes em um único lugar, morei em diversas cidades, além de Niterói – RJ, onde nasci: Curitiba, Salvador, San Diego, na Califórnia e Florianópolis. Casei-me. Cinco anos depois me separei. Tenho 37 anos. Não tenho filhos. Formei-me em Publicidade e Propaganda, mas sempre trabalhei na área de marketing. E, dentre todos os acontecimentos que de alguma forma “entortaram” minha vida, o divórcio foi o que mais me marcou. É sempre uma fase difícil, angustiante, devastadora. É a destruição de um cenário, supostamente perfeito, no qual todos querem estar. Foi nessa fase que, assistindo ao filme “O Clube da Luta”, achei ter encontrado a resposta para tudo o que estava acontecendo na minha vida, quando o ator Edward Norton falou: “você deve aceitar a idéia de que, de repente, Deus não gosta de você”. Aí estava a chave de tudo: a força superior estava contra mim, queria castigar-me. Até que percebi o quão idiota era esse pensamento, e virei o jogo. Comecei a pensar que sempre existe um lado positivo até mesmo nos acontecimentos que jogam por água abaixo tudo aquilo que projetamos. Passei a enxergar que, quando uma variável qualquer muda o curso de nossas vidas, conseguimos analisar as coisas sob outro ângulo, ângulo esse que fica escamoteado quando vivemos de forma linear, padronizada, pasteurizada.
A partir daí vi o quanto é mais leve e fácil rirmos das nossas desgraças, sermos sarcásticos diante das intempéries e mini-catástrofes do nosso dia-a-dia. E que sempre, seja lá com o que ou com quem estivermos lidando - um objeto, a natureza, um comportamento, o próprio ser humano - podemos encarar sob outra perspectiva.
Foi assim que resolvi escrever. Sobre coisas que me irritam, sobre padrões de comportamento que já não me parecem tão naturais, sobre acontecimentos que podem levar qualquer ser humano até a tênue linha entre a sanidade e a loucura. Mas o “olhar” sobre todas as coisas que escrevi é um “olhar” diferente, desconfiado, debochado. Busquei rechear cada um dos textos com humor e sarcasmo. Porque levar a vida muito a sério, só encurta o tempo que temos para aproveitá-la. E que Deus não me ouça!
Então, a minoria que me desculpe, mas sofrer o impacto de variáveis que influenciam e mudam os nossos planos perfeitos tem também seu lado positivo. Saímos da zona de conforto, e passamos a enxergar, de forma diferente, padrões e comportamentos que nos são apresentados como normais.
Tentei ter uma vida linear, mas meus esforços foram em vão. Ao invés de fixar raízes em um único lugar, morei em diversas cidades, além de Niterói – RJ, onde nasci: Curitiba, Salvador, San Diego, na Califórnia e Florianópolis. Casei-me. Cinco anos depois me separei. Tenho 37 anos. Não tenho filhos. Formei-me em Publicidade e Propaganda, mas sempre trabalhei na área de marketing. E, dentre todos os acontecimentos que de alguma forma “entortaram” minha vida, o divórcio foi o que mais me marcou. É sempre uma fase difícil, angustiante, devastadora. É a destruição de um cenário, supostamente perfeito, no qual todos querem estar. Foi nessa fase que, assistindo ao filme “O Clube da Luta”, achei ter encontrado a resposta para tudo o que estava acontecendo na minha vida, quando o ator Edward Norton falou: “você deve aceitar a idéia de que, de repente, Deus não gosta de você”. Aí estava a chave de tudo: a força superior estava contra mim, queria castigar-me. Até que percebi o quão idiota era esse pensamento, e virei o jogo. Comecei a pensar que sempre existe um lado positivo até mesmo nos acontecimentos que jogam por água abaixo tudo aquilo que projetamos. Passei a enxergar que, quando uma variável qualquer muda o curso de nossas vidas, conseguimos analisar as coisas sob outro ângulo, ângulo esse que fica escamoteado quando vivemos de forma linear, padronizada, pasteurizada.
A partir daí vi o quanto é mais leve e fácil rirmos das nossas desgraças, sermos sarcásticos diante das intempéries e mini-catástrofes do nosso dia-a-dia. E que sempre, seja lá com o que ou com quem estivermos lidando - um objeto, a natureza, um comportamento, o próprio ser humano - podemos encarar sob outra perspectiva.
Foi assim que resolvi escrever. Sobre coisas que me irritam, sobre padrões de comportamento que já não me parecem tão naturais, sobre acontecimentos que podem levar qualquer ser humano até a tênue linha entre a sanidade e a loucura. Mas o “olhar” sobre todas as coisas que escrevi é um “olhar” diferente, desconfiado, debochado. Busquei rechear cada um dos textos com humor e sarcasmo. Porque levar a vida muito a sério, só encurta o tempo que temos para aproveitá-la. E que Deus não me ouça!